LIDERANÇA AUTORREALIZADORA – Parte 2

Simbolo

Por Jacqueline Menezes

29/09/2022

ENTRANDO EM FLUXO – ABRINDO OS CAMINHOS PARA SUA JORNADA PESSOAL

Imagine-se liderando em um “estado de “fluxo” (do inglês: flow) https://pt.wikipedia.org/wiki/Fluxo_(psicologia) que é um estado mental de operação em que a pessoa está totalmente imersa no que está fazendo, caraterizado por um sentimento de total envolvimento e sucesso no processo da atividade, proposto pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi.

Como seria, sentir-se totalmente envolvido e conectado com sua liderança, á vontade para exercer seu papel de promover a grandeza das pessoas por meio do seu trabalho?

O primeiro passo nesta direção começa com sua visão mais nítida sobre você mesmo: aquilo que te impede de ser você mesmo, de sentir-se desafiado e inspirado para trabalhar com pessoas diferentes de você, cujos potenciais são complementares ao seu e, em conjunto, possuem as forças capazes de realizar algo maior que cada um separadamente.

Quando um líder se conhece, pode se gerenciar. Quando evita se conhecer mais profundamente, uma névoa impete sua visão clara e consciente de “ver além do óbvio” e seu desenvolvimento e sua evolução ficam comprometidos.

Muito comum, nos trabalhos de coaching executivo, encontrar líderes que passaram grande parte da sua vida utilizando “lentes imaginárias” sobre si mesmo, e eu mesma como líder, me permito compartilhar experiências onde minha visão da realidade esteve turva e equivocada, de forma que a minha percepção daquela realidade, não conferia com dados concretos e tangíveis.

Como nossa percepção da realidade, contém elementos internos, muitas vezes inerente a nós mesmos, se dar conta disso exige estar mais conectado consigo e de se dar permissão de ver além das palavras. Aceitar o fato de que como líderes, nossa natureza humana nos torna sujeitos ao erro – condição de sermos falíveis (https://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Hall) . E que errar, se estivermos abertos, nos oferece a grande oportunidade de aprendizado.

“Dar um passo para trás” – aprendizagem advinda das contribuições da neurosemântica dos estudos do Dr. Michael Hall (https://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Hall),  permite limpar as lentes, ampliar a visão sobre nós mesmos e como estivemos com visões pouco nítidas. 

Confrontar nossa autopercepção com outras visões podem nos dar amplitude e novos horizontes, requer coragem para descobertas em níveis mais elevados. Vamos aprimorando nossa liderança, a partir da compreensão do que acontece dentro de nós, aquilo que pode ser resgatado, ressignificado á luz do momento presente, atualizando nossos “programas aprendidos” de forma leve e verdadeira.

Vamos dando passos pra frente também, de modo a renovar o olhar de si mesmo, de nossas próprias reações como líder, de como se comunicar na liderança exige consciência do todo, do outro, das partes, e que uma forma empática de ”tornar comum” as questões cotidianas, pode gerar sinergia e frutos coletivos.

Quanta abertura então, um líder que decide percorrer uma jornada de autorrealização, precisa ter para se tornar aquilo que deseja ser? Que aprendizados são decorrentes do autoconhecimento, da busca incessante por descobertas de si, da leveza que vem da aceitação incondicional do seu valor, independentemente dos seus erros ou acertos.

Quanto tempo você líder vai se permitir manter-se na zona de conforto? E quão estimulado, você se sente para percorrer um caminho de descobertas internas, reveladoras, repletas de insights, uma jornada pessoal rumo a autorrealização. 

Uma sensação de pertencer ao “papel de líder”, de fazer a diferença na vida do seu time, de inspirar confiança no potencial das pessoas e liderar com a força dos seus recursos internos que se renova diariamente com ganhos notáveis para você ser a sua melhor versão de liderança.

Esperamos que este artigo tenha contribuído com seu conhecimento e desenvolvimento.
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